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Nosso Diferencial

Por que as peças MĀLU são diferentes

Uma inovação nascida de uma necessidade real, desenvolvida passo a passo.

PORQUE INVENTAR A MĀLU?

Surfista no mar ao pôr do sol

Antes de existir a MĀLU, existia uma surfista. Minha relação com o mar começou muitos anos antes de existir qualquer plano de criar uma marca. A MĀLU nasceu do encontro entre experiência no mar, necessidade, e um amor incessante pelo surf.

MĀLU é uma palavra havaiana que, escrita com o “kahakō” — esse tracinho “¯” em cima do “Ā” — pronuncia-se “MA-A-LU” e significa proteção. Esse nome representa a filosofia da marca, que nasceu da necessidade de proteger quem vive o mar.

Meu amor pelo surf me mantém constantemente colocando meu corpo em situações de impacto. Com o tempo, o contato constante da prancha sobre os ossos do meu tórax e quadris durante as remadas foi se transformando em um problema.

Para se proteger desse impacto, meu corpo criou uma maneira de se “proteger”, criando supercalos internos, ou lesões chamadas “liposurfemas”. São cicatrizes hipertróficas internas que se formam pouco a pouco nas regiões do corpo do surfista impactadas pelo peso da gravidade sobre a prancha de surf. Essas regiões, abaixo dos ossos das costelas e quadris, ficam constantemente criando microlesões internas que nunca se curam, pois não têm tempo entre uma sessão e outra de surf.

O que inicialmente parecia apenas um desconforto, ou “frescura”, foi se acumulando até se transformar em algo que já estragava todas as experiências de surf. Apesar de ser uma tentativa de proteção, esses “calos” acabam por causar mais dor e desconforto, tanto físico quanto estético.

Passei por 2 cirurgias e tratamentos para retirá-los. Porém, meu corpo nunca mais foi o mesmo. Pois, uma vez removidos, os “calos” não me ofereciam mais “proteção” e, portanto, a dor do impacto era ainda maior durante as sessões de surf.

Para mim, ficou claro que tratar as consequências não seria suficiente. Era preciso proteger o corpo e evitar que esse problema voltasse. Como não encontrei uma surfwear desenvolvida para essa finalidade, decidi criar a minha própria solução.

Comecei a adaptar meus maiôs e roupas de surf para proteger as regiões impactadas. E, ao conversar com outros surfistas, percebi que aquela necessidade não era apenas minha. O que eu havia inventado para a minha necessidade agora estava sendo requisitado por todos os meus amigos surfistas.

Foi assim que a MĀLU foi tomando forma. Fui atrás e percebi que, por ser uma ideia inovadora, eu podia e devia patenteá-la. E assim o fiz.

Em seguida, busquei formação profissional em costura industrial e comecei a unir esse novo conhecimento à experiência que acumulei ao longo da vida.

Eu queria construir algo que, além de unir proteção e funcionalidade, oferecesse uma estética marcante e inspirada na nossa maior professora: a natureza. Todas as peças são pensadas para quem realmente vive o surf, com designs completamente originais, criados por mim e inspirados na flora e na fauna marinhas.

Foi triste quando percebi que biquínis já não eram mais uma opção para mim, pois os calos eram feios e, agora, as cicatrizes eram feias também. Mas agora eu criei a possibilidade de fazer meus próprios maiôs, com a liberdade de deixá-los mais lindos do que qualquer biquíni que eu já tive antes — e muito mais funcionais para o surf. O mesmo carinho e esmero valem para a coleção masculina também.

Tenho muitos amigos surfistas para me dar feedback na linha masculina e feminina, tanto no design quanto na funcionalidade. Eu escuto todos, desenho, testo, observo, ajusto e, se preciso, recomeço para ter certeza de que o produto final será perfeito.

A MĀLU está nascendo desse processo.

Porque surfwear precisa funcionar dentro d’água — e continuar fazendo sentido fora dela.

Mal posso esperar para ver as peças da MĀLU na água, mundo afora.

DA NECESSIDADE, UM PROPÓSITO

QUEM ESTÁ POR TRÁS DA MARCA?

Malu, fundadora da MĀLU

Me chamo Maria Luisa, mas sou mais conhecida como Malu. Surfo desde a adolescência, e foi da minha experiência no mar que nasceu a MĀLU.

Sou originalmente de Curitiba, mas cresci surfando à beira-mar no Sul do Brasil, na nossa casa de veraneio, que também já foi um point de açaí e palco de campeonatos de surf. Assim que me formei, fui morar na Bahia, depois em Londres, mas passei a maior parte da minha vida adulta em Dubai, desde os 26 anos. Conheci inúmeras culturas e construí amizades ao redor do mundo — muitas delas graças ao surf.

Mesmo em constante movimento, o mar sempre foi o meu norte. O surf me trouxe paz quando precisei de calma, energia quando precisei de movimento e uma comunidade que me acompanhou por onde passei. Em Dubai, trabalhei como aeromoça por muitos anos, o que me deu a oportunidade de conhecer o mundo e surfar em muitos dos picos que sempre sonhei.

Resolvi voltar ao Brasil há menos de um ano e meio, movida por um “feeling” de que era a coisa certa a fazer, mesmo sem entender direito o porquê. Ao chegar aqui, tudo mudou para mim de um dia para o outro. De repente, eu já não morava mais no mesmo país, não falava a mesma língua, não tinha os mesmos amigos, não viajava mais para fora e estava sem trabalho, pois havia decidido tirar um sabático.

Foi um momento difícil: mudar tudo de uma vez. Mas, depois de alguns meses, entendi que estava, sim, no caminho certo. Reencontrei um amigo de infância e, no mesmo ano, nos casamos. E, com todas essas mudanças em movimento, também decidi transformar o surf — a paixão que sempre orientou minhas escolhas — no centro da minha vida profissional e me dedicar integralmente à criação da MĀLU.

Até pouco tempo, eu não tinha experiência com costura. Por isso, busquei formação profissional em costura industrial e comecei a unir esse novo conhecimento a tudo o que aprendi ao longo da vida, em diferentes áreas. Hoje, participo de cada etapa da MĀLU: desenvolvo, testo e costuro as peças, conduzo a operação da marca e cuido de toda a parte administrativa.

Sei que construir uma marca dessa forma não é uma empreitada pequena. Mas tenho a sorte de contar com o apoio da minha família e dos meus amigos, além da convicção de estar criando algo com propósito.

A MĀLU nasceu do encontro entre experiência, necessidade e paixão. Criei a marca para continuar surfando e para oferecer a outros surfistas mais proteção, conforto e liberdade dentro d’água.

Este é apenas o começo — e mal posso esperar para ver minhas criações ganhando os mares do mundo.

Amostras de tecido, tesoura, fita métrica e caderno de desenhos sobre uma mesa escura

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